30 de junho de 2020
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Gênios são raros, aproveite cada segundo

Tempo de leitura: 3 minutos

Em um mundo em que impera o sistema democrático, o futebol vive uma oligarquia, onde o seu rei não é desse planeta

História é aquilo que acontece a cada segundo. O segundo que passou não volta, já virou dados, já virou história. Escrevemos nossa história e vemos outras histórias passarem, aliás esse é um dos nossos maiores hobbies, acompanhar histórias. E como em todas as áreas da nossa vida, no futebol existem jogadores e gênios, quase entidades.

Pergunte a um físico quem foi mais importante para a área, Stephen Hawking ou Albert Einstein? Indague a um matemático, Pitágoras ou Pascal? Na área de TI, Bill Gates ou Steve Jobs? Porque que no futebol teríamos um gênio unânime?

No esporte que a forma física cada dia mais ganha notoriedade e quase obrigatoriedade para um jogador de alto nível, Messi mostrou que a qualidade ainda se sobressai.

Gol antológico do Messi contra o Getafe (Foto: Divulgação: FC Barcelona)
Gol antológico do Messi contra o Getafe (Foto: Divulgação: FC Barcelona)

Desde “La Masia” Messi se mostrou diferente. No esporte de contato e força física, Messi parece invisível aos olhos dos adversários, marcação individual não é problema para quem teve que driblar 7 jogadores do Getafe para marcar um dos seus gols mais antológicos. Jogada aérea não é o seu forte, mas Messi voou para ganhar de Ferdinand e Vidic na final da Champions em 2011.

Gol de cabeça do Messi contra o Manchester United (Foto: Divulgação: FC Barcelona)
Gol de cabeça do Messi contra o Manchester United (Foto: Divulgação: FC Barcelona)

Gênios falham, gênios erram, gênios tem dias ruins, mas esses dias é o que os transformam em ainda mais indispensáveis. O Messi calado, introvertido de uns anos atrás deu lugar a um Messi que fala e se posiciona quando lhe é incomodado.

O gênio que responde na bola, que dribla de forma objetiva para colocar a bola nas redes do gol do adversário, é o mesmo que só percebe que a idade está chegando pelos números e não por ela o incomodar dentro de campo.

No último dia 24 de junho Messi completou seus 33 anos, hoje Messi marcou o seu gol 700. Messi hoje é o melhor atacante e o melhor meia-armador do mundo do futebol. Com a idade chegando o normal seria ele se aproximar cada vez mais do gol, só que Messi fez o caminho contrário, ele se distanciou.

Para ser um gênio, é preciso saber se reinventar. No esporte de humanos, Messi parece ser de outro planeta, não à toa que o chamam de ET.

Messi comemora o seu gol contra a Nigéria em 2018 (Foto: Divulgação FC Barcelona)
Messi comemora o seu gol contra a Nigéria em 2018 (Foto: Divulgação FC Barcelona)

Não o comparem, apenas apreciem. Garanto que sentirão falta quando a sua nave mãe o chamar de volta e ele não possa mais desfilar o seu futebol de outro planeta nos nossos gramados.

Sinto saudade do presente a cada vez que vejo o Messi jogar. Agradeço a Deus por viver na “era Messi”, não por ser o Messi, não por ser argentino, mas por demonstrar com tanta maestria como se joga esse esporte que gosto tanto, chamado futebol.

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Sobre Italo Lima

Cearense e são-paulino desde sempre. Apenas mais um aficionado por futebol.

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