14 de fevereiro de 2020
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Mercedes W11: Para manter a liderança

Tempo de leitura: 3 minutos

Agora a briga ficou séria. Após Ferrari e Red Bull apresentarem seus carros para esta temporada, a Mercedes mostrou de modo definitivo o W11, após ter divulgado a pintura (e seu novo patrocinador). E como seus concorrentes taurinos, o carro já foi para a pista em Silverstone, aproveitando os 100 km permitidos pelo regulamento como “dias de filmagem”.

Lewis Hamilton e Valtteri Bottas chegam para 2020 esperando que a Mercedes se coloque em posição de manter a liderança. Ambos chegam com metas diferentes para o ano: O inglês está às portas de bater o recorde de vitórias (8 vitórias) e igualar o número de títulos (7) de Michael Schumacher. Já o finlandês quer provar que consegue manter no resto da temporada o alto nível mostrado no início de 2018 e 2019 para conseguir se manter no time (seu contrato termina no fim deste ano).

Esticando um pouco mais o elástico…

Semanas atrás, em um vídeo publicado nas redes sociais, o diretor técnico James Allison declarou que o trabalho de concepção do W11 começou no fim de 2018. E consegue se ver que o carro é uma evolução do que vem sendo feito nos últimos anos. A base de comparação foi facilitada pela apresentação antecipada da pintura esta semana, para justificar a apresentação do novo patrocinador, a gigante química britânica INEOS.

De primeira, é difícil dizer quais são as mudanças. Mas é fácil desconfiar, pois a Mercedes ano passado apresentou um carro e na segunda semana de Barcelona veio com um pacote aerodinâmico muito revisado (disse o Allison que não repetiria isso agora…). Mesmo assim, estão lá…

Ao contrário da Ferrari, que procurou ganhar mais apoio aerodinâmico – sacrificando a velocidade final – as “Flechas de Prata” buscaram melhorar o arrasto para conseguir mais velocidade. Isso combinado com a introdução de um novo modelo da UP que a equipe de Andy Cowell trabalha desde o ano passado para superar a Ferrari.

Boa parte das soluções apresentadas tem como base a configuração final do W10 de 2019. Mas na versão apresentada hoje, o bico está ligeiramente diferente, com a introdução de aletas na parte debaixo para canalizar mais o ar e os bargeboards ligeiramente retrabalhados. O conceito “inwash” foi mantido, bem como a manutenção de uma suspensão dianteira bem elevada para facilitar a chegada do ar no aerofólio traseiro.

Falando em suspensão dianteira, a Mercedes traz uma versão revisada daquela introduzida em Singapura com um terceiro amortecedor, bem como um braço extra para aumentar o apoio nas curvas (agora chamado de POU – Pushrod on Uprights). No ano passado, este conceito foi usado (foi introduzido pela Ferrari em 2017) e logo copiado pelas demais.

Hamilton fazendo o Shakedown da W11 em Silverston (LAT Images/Mercedes AMG)

Melhorar em busca da história

Outro objetivo foi trabalhar na refrigeração, o que foi um ponto fraco do W10. Mesmo assim, as entradas de ar laterais estão ligeiramente menores e mais justas do que antes, especialmente na parte final, onde a suspensão traseira também foi ligeiramente mexida. O objetivo foi maximizar para manter um dos pontos fortes da Mercedes: a gestão de pneus.

A Mercedes sabe que tem de melhorar para se manter, já que algumas de suas vitórias em 2019 vieram mais dos problemas de seus concorrentes do que por méritos próprios. Mas pelo que já foi mostrado nos últimos anos, não duvide do que os comandados de Toto Wolff pode fazer. Eles querem fazer história com H maiúsculo.

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About Sergio Milani

Sergio Milani

Carioca, administrador, cartola de kart indoor, piloto domingueiro e dublê de analista de automobilismo em diversas frentes.

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